Bom dia, jovem!

Tem uma frase que eu queria deixar “carimbada” na sua cabeça, porque ela explica muita coisa do que está acontecendo agora:

O que está fora da agenda de Brasília é o que realmente movimenta o país.

A maioria das pessoas passa o dia inteiro discutindo política como se fosse o centro do mundo. Mas, enquanto o debate fica preso no noticiário e na briga de torcida, tem uma outra camada rodando — silenciosa — que afeta o seu dinheiro de verdade.

E o caso do Banco Master é simbólico por isso.

Não vou entrar no “time A vs. time B”. O meu ponto é mais simples (e, pra mim, mais útil):

o governo muda, os incentivos continuam — e quem paga a conta costuma ser o cidadão comum.

Por que esse caso importa (mesmo se você não investe lá)

Quando um banco é liquidado e o FGC entra em cena, muita gente respira aliviada. E faz sentido: o FGC existe justamente para evitar pânico, proteger depositantes e dar estabilidade ao sistema.

Só que estabilidade tem custo.

No caso Master, as estimativas publicadas apontam um ressarcimento na casa de R$ 40,6 a R$ 41 bilhões, o que entrou no radar como o maior desembolso da história do FGC. Muita gente vai receber — mas alguém financia essa engrenagem.

E como esse custo se espalha?

  1. Pelo próprio sistema bancário
    O FGC é mantido por contribuições das instituições financeiras. Na prática: o custo se distribui pelo sistema e, no fim do ciclo, parte disso volta para a sociedade via spreads, tarifas, crédito mais caro e menor competição.

  2. Pelo lado fiscal (quando a história encosta no setor público)
    Nos últimos dias, surgiram apurações sobre institutos de previdência municipais que teriam aplicado recursos em produtos ligados ao banco. Se houver perda relevante, a recomposição normalmente vira pressão para o município — e isso costuma aparecer em algum lugar: orçamento, contribuição, imposto, corte de gasto, aumento de alíquota… você já sabe como é.

Ou seja: o escândalo vira manchete, mas o impacto pode virar boleto.

A lição prática (sem ideologia, só proteção)

Se você investe pensando em liberdade e segurança, tem três perguntas que eu faria hoje:

  • Eu dependo demais de uma única “caixinha”? (um banco, uma corretora, um emissor)

  • Eu estou concentrado demais no Brasil?

  • Minha renda fixa está montada com lógica de proteção — ou só com “taxa bonita”?

Porque, goste ou não de política, risco Brasil não pede permissão para entrar na sua carteira.

E a resposta não é “viver de notícia” nem tentar adivinhar Brasília.

A resposta é estrutura:

  • uma parte do patrimônio fora do Brasil (proteção cambial e diversificação)

  • exposição a boas empresas/ativos reais (não só promessas)

  • renda fixa bem construída (para atravessar ruído sem precisar vender na pior hora)

  • e, principalmente, limites e regras claras: não colocar tudo no mesmo emissor, respeitar teto e critérios de risco, ter plano.

Se você quiser, eu te ajudo a fazer o diagnóstico rápido

Me responde esse email com uma dessas palavras (só uma):

“FGC” — se você quer que eu te envie um checklist simples de como mapear exposição por banco/emissor e não cair em armadilha de concentração.

“DÓLAR” — se você quer entender como começar a diversificar parte do patrimônio fora do Brasil sem complicar.

“CARTEIRA” — se você quer que eu te mande uma estrutura-base (bem prática) de alocação por objetivos: proteção, crescimento e renda.

Porque 2026 já está deixando claro uma coisa: quem não muda a forma de investir, vira refém do próximo susto.

Abraço,
Rodrigo Pilati
Acelerador de Patrimônio

Continue lendo

No posts found