Jovem,
na live de quinta-feira eu falei bastante de cenário, de por que 2026 é um ano diferente… mas hoje eu quero te entregar algo mais acionável: como eu estou pensando os “melhores investimentos” para 2026 — com a cabeça de quem está construindo patrimônio e não de quem quer “ganhar no curto prazo”.
Antes de tudo: isso aqui não é promessa mágica nem aposta cega. É um raciocínio simples:
quando o jogo muda, a carteira precisa mudar junto.
Se você continuar investindo como se fosse 2023, 2024, 2025… você vai ter o mesmo resultado: mediano, frustrante, e sempre com aquela sensação de “tô fazendo tudo certo, mas não sai do lugar”.
1) Ações brasileiras: onde a bolsa “patinando” vira oportunidade
Em ano eleitoral, especialmente com incerteza forte, a bolsa tende a ficar travada, andando de lado, com muito ruído.
E é justamente aí que mora a oportunidade.
Quando o mercado está confuso, aparecem chances de comprar empresas boas por preços melhores. No curto prazo, você pode não sentir nada — e isso é normal. Mas no horizonte de 3 a 5 anos, comprar bem costuma ser o que separa quem constrói patrimônio de quem só “tenta acertar o timing”.
Não é sobre adrenalina.
É sobre preço de entrada.
2) Ativos nos EUA: proteção + crescimento no mesmo pacote
O segundo bloco que eu acho muito forte pra 2026 é ter uma parte do patrimônio exposta a ativos dos Estados Unidos (ações americanas, por exemplo).
A lógica é simples:
em cenário de incerteza aqui, costuma sair dinheiro do Brasil
com isso, o dólar tende a ficar mais pressionado
e o patrimônio dolarizado se beneficia diretamente dessa valorização
E ainda tem o outro lado: o mercado global é muito movido por empresas americanas. Se elas ganham fôlego, você pode ganhar duas vezes: câmbio + crescimento dos ativos.
3) Marcação a mercado: “renda fixa com motor de renda variável” (do jeito certo)
Agora vem um ponto que quase ninguém fala direito — e quando fala, fala mal.
Marcação a mercado não é “qualquer coisinha”.
Tem método. Tem critério. E existem estratégias mais avançadas que fazem diferença.
Quando você compra um Tesouro IPCA bem comprado, e usa marcação a mercado com inteligência, você pode destravar uma dinâmica muito forte:
a segurança da renda fixa com potencial de valorização agressiva.
Eu estou falando de movimentos que, num ciclo de 3 a 4 anos, podem gerar valorizações relevantes (sim, coisa de 60%, 80% e, em alguns cenários, até mais). Não porque é “mágica”, mas porque é como o preço do título se comporta quando o mercado muda.
Meu alvo pessoal com isso é claro: buscar algo próximo de dobrar em 3 anos com estratégias bem executadas — não no grito, não no impulso, mas com regra.
O ponto central: 2026 já começou diferente
E é aqui que eu bato o pé.
2026 não é um ano qualquer. Você tem:
ruído geopolítico lá fora
tensão e movimentos fortes no cenário internacional
e um Brasil entrando em ano eleitoral, com mercado reagindo a cada sinal
O resultado disso? o mapa mudou.
E aí entra a analogia que eu adoro:
É como tentar andar pela sua cidade em 2026 usando um GPS com o mapa de 2010.
Você entra em contramão. Você pega rua que não existe mais. Você perde tempo. Você se estressa. E ainda acha que o problema é você.
Não é você.
É o mapa.
Uma pergunta simples (e prática)
Se você tivesse que escolher apenas uma coisa pra ajustar na sua carteira pensando em 2026, qual seria?
Responde esse email com uma dessas opções (só o número já basta):
Quero entender melhor ações Brasil
Quero dolarizar parte do patrimônio
Quero aprender marcação a mercado do jeito certo
Eu vou usar as respostas pra montar as próximas newsletters com o que realmente faz sentido pra você.
Bora pra cima.
Abraço,
Rodrigo Pilati
